Friday, 28 September 2012

Coromandel crush



While doing some brief research about Coromandel screens, I recently discovered that not only great private art collecters, but also great fashion and trend setters, fell for these exquisite objects.
These amazing functional and decorative works were created during the Ming dinasty (14th to the 17th century) and are famous for their dark coat of lacquer and their inlays and decorations of ivory, mother-of-pearl and amongst other things, rice paper.
Each layer of lacquer could have pictures and patterns incised, painted, and inlaid, so the designs would stand out against a dark background.
The name Coromandel refers to the region on the southeast coast of India, where the Portuguese used to load their ships, in the 16th century, in order to bring all of these oriental wonders to western Europe.

An avid collerctor of these works of art was Gabrielle Coco Chanel herself; a woman whose taste and passionate personality I truly admire. It is believed that she collected about thirty two Chinese screens, of which some were actually the Coromandel type.
Once Coco said:
«I've loved Chinese screens since I was eighteen years old. I nearly fainted with joy when, entering a Chinese shop, I saw a Coromandel for the first time. Screens were the first things I bought»
Coco Chanel`s apartment, Rue Cambon nº31

Coco Chanel`s apartment, Rue Cambon nº31

Coco by the screens
Coromandel screen at Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon
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Enquanto pesquisava acerca de biombos Coromandel, descobri (recentemente) que não só grandes coleccionadores de arte privados, como também grandes ícones da moda caíram de amores por estes objectos requintados.
Estas peças – funcionais e decorativas – foram criadas durante a dinastia Ming (entre os séculos XIV e XVII), tendo-se tornado famosos pelo seu revestimento a laca negra com embutidos e decorações em marfim, madrepérola e, entre outros materiais, papel de arroz.
Cada camada de laca poderia conter imagens ou padrões incisos, pintados ou embutidos, fazendo com que, desta forma, os “designs” se destacassem em relação ao fundo negro.
O nome Coromandel deve-se à região da costa sudeste da Índia, onde os portugueses, no século XVI, abasteciam os seus navios com todas as maravilhas do Oriente e as traziam para a Europa ocidental.

Uma coleccionadora ávida destas obras de arte foi Gabrielle Coco Chanel; uma mulher cujo gosto e personalidade apaixonada admiro profundamente. Crê-se que esta tenha coleccionado cerca de trinta e dois biombos chineses, dos quais muitos eram do tipo Coromandel.
Coco uma vez disse:

«Adoro biombos chineses destes os meus dezoito anos. Quase desmaiei de alegria quando, ao entrar numa loja de arte chinesa, vi um Coromandel pela primeira vez. Os biombos foram das primeiras coisas que adquiri.»

5 comments:

  1. Fascinating and informative as usual, thank you for today's post!

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  2. Thank you! That´s great to have your feedback. ;)

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  3. Adoro biombos. Acho que são péssimas muitíssimo versáteis, indo da simples decoração a uma função mais prática. Uma pena que cada vez mais eles desapareçam das nossas casas e fiquem como peças de museu. Adorei as imagens!

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  4. Não sabia que Coco Chanelle era fã desses biombos, mas faz sentido!São, de facto peças muito ricas e elegantes!!Tal como ela!!;)

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  5. Ana e Filipe, muito obrigada pelos vossos comentários! Sim, para mim também foi uma descoberta e um parentesis interessante na minha investigação. ;)

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