Friday, 28 September 2012

Coromandel crush



While doing some brief research about Coromandel screens, I recently discovered that not only great private art collecters, but also great fashion and trend setters, fell for these exquisite objects.
These amazing functional and decorative works were created during the Ming dinasty (14th to the 17th century) and are famous for their dark coat of lacquer and their inlays and decorations of ivory, mother-of-pearl and amongst other things, rice paper.
Each layer of lacquer could have pictures and patterns incised, painted, and inlaid, so the designs would stand out against a dark background.
The name Coromandel refers to the region on the southeast coast of India, where the Portuguese used to load their ships, in the 16th century, in order to bring all of these oriental wonders to western Europe.

An avid collerctor of these works of art was Gabrielle Coco Chanel herself; a woman whose taste and passionate personality I truly admire. It is believed that she collected about thirty two Chinese screens, of which some were actually the Coromandel type.
Once Coco said:
«I've loved Chinese screens since I was eighteen years old. I nearly fainted with joy when, entering a Chinese shop, I saw a Coromandel for the first time. Screens were the first things I bought»
Coco Chanel`s apartment, Rue Cambon nº31

Coco Chanel`s apartment, Rue Cambon nº31

Coco by the screens
Coromandel screen at Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon
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Enquanto pesquisava acerca de biombos Coromandel, descobri (recentemente) que não só grandes coleccionadores de arte privados, como também grandes ícones da moda caíram de amores por estes objectos requintados.
Estas peças – funcionais e decorativas – foram criadas durante a dinastia Ming (entre os séculos XIV e XVII), tendo-se tornado famosos pelo seu revestimento a laca negra com embutidos e decorações em marfim, madrepérola e, entre outros materiais, papel de arroz.
Cada camada de laca poderia conter imagens ou padrões incisos, pintados ou embutidos, fazendo com que, desta forma, os “designs” se destacassem em relação ao fundo negro.
O nome Coromandel deve-se à região da costa sudeste da Índia, onde os portugueses, no século XVI, abasteciam os seus navios com todas as maravilhas do Oriente e as traziam para a Europa ocidental.

Uma coleccionadora ávida destas obras de arte foi Gabrielle Coco Chanel; uma mulher cujo gosto e personalidade apaixonada admiro profundamente. Crê-se que esta tenha coleccionado cerca de trinta e dois biombos chineses, dos quais muitos eram do tipo Coromandel.
Coco uma vez disse:

«Adoro biombos chineses destes os meus dezoito anos. Quase desmaiei de alegria quando, ao entrar numa loja de arte chinesa, vi um Coromandel pela primeira vez. Os biombos foram das primeiras coisas que adquiri.»

Wednesday, 26 September 2012

"Wednesdays for food": eat your greens!


Since I was a child I have always had a really good relationship with greens. I was that atypical (always hungry) child who would prefer a warm, robust soup to pastries and sweets. I always used to seduce my grandmother to make soup for my afternoon tea instead of a home-made cake.
However, I know that most children, and even some grown ups, aren´t like that and the decadence of our diet is a major cause for concern.
Finding ways to make vegetables and fruit look interesting and appealing for everybody has been a constant challenge for contemporary cooks and chefs, and in today`s  “Wednesdays for food” I suggest a delicate, healthy but indulgent way of eating vegetables: the watercress cake.

I have to admit that the first thing that drew me to this cake was its luxurious green colour, and somehow there is something very intringuing about this mixture of seamingly contradictory ideas: cress and cake.
The final result is a very spongy, not too sweet and full of vitamins super cake, which is ideal either for breakfast, for a party or for a simple traditional afternoon tea.
I definitely recommend it for a kids`party, given that they would be eating their greens without any drama!

Ingredients:

4 free-range eggs
1,5 dl vegetable oil
100 gr of fresh watercress
2 cups of sugar
2 cups of flour
2 teaspoons of baking poder

Steps:

1- Break the eggs, separate the yolks from the whites;
2- Beat the yolks with the oil and the watercress in a blender cup;
3- Pour it into a bowl and add the sugar, the flour and the baking powder. Blend it well;
4- Beat the egg whites firmly and blend them gently into the mixture;
5- Pour this mixture into a prepared pan. Bake in the a preheated oven (180o c ) for 40 to 50 minutes, or until a toothpick inserted into the centre of the cake comes out clean. Let it cool in the pan for 10 minutes, then turn out onto a wire rack or plate and cool completely.

To make it a presentable and gorgeous cake, I covered it with dark chocolate (80% cacoa) and fresh raspberries.
You can make any frosting really, considering the very neutral flavours of this cake. If you want to keep it very simple, just sprinkle it with some icing sugar.

Simple and easy!







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Desde criança que tenho uma óptima relação com vegetais. Eu era aquela criança atípica (sempre cheia de apetite) que preferia uma sopa quente e robusta a bolos e doces. Costumava sempre seduzir a minha avó para me fazer uma sopa para o lanche em vez dos seus bolos caseiros.

Contudo, nem todas as crianças, nem mesmo os adultos, são assim, e a decadência da nossa dieta é grande causa de preocupação actualmente.
Encontrar forma de tornar os vegetais e a fruta interessantes para todos tem sido um desafio constante para os cozinheiros e chefes contemporâneos, e na “Wednesday for food” de hoje, sugiro uma forma delicada, saudável e indulgente de comer vegetais: o bolo de agrião.
Devo admitir que o primeiro aspecto que me atraiu neste bolo foi a sua cor verde luxuriante e, de alguma forma, há algo muito intrigante nesta mistura aparentemente contraditória de “agrião” e “bolo”.

O resultado final é um bolo esponjoso, doce q.b e cheio de vitaminas, ideal quer para o pequeno-almoço, quer para uma festa ou lanche.
Recomendo definitivamente para festas infantis. Esta seria uma forma de comer vegetais sem dramas!

Ingredientes:

4 ovos
1,5 dl  óleo vegetal
100 gr agrião fresco
2 chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó

Preparação:

1- Parta os ovos, separe as gemas das claras;
2- Bata as primeiras com o óleo e as folhas de agrião no copo liquidificador;
3- Mude o preparado para uma tigela, junte o açúcar, a farinha e o fermento e bata muito bem;
4- Bata as claras em castelo bem firme e envolva-as delicadamente no preparado;
5- Deite a mistura numa forma previamente untada. Coloque no forno a 180o durante 40 ou 50 minutos. Faça o teste do palito para ver se este vem limpo e seco ao perfurar o bolo. Deixe arrefecer na forma durante 10 minutos e viro o bolo para uma rede ou prato. Deixar arrefecer completamente.

Para torna-lo mais apresentável e bonito, cobri-o com chocolate negro (80% de cacau) e framboesas frescas.

Pode fazer qualquer cobertura dado o sabor neutro deste bolo. Se preferir algo mais simples, basta polvilhar com “icing sugar”.

Fácil e simples!


Monday, 24 September 2012

Autumn whispers

Early Autumn13th century
Qian Xuan (depiction of decaying lotus leaves and dragonflies hovering over stagnant water)

Autumn is finally coming… it´s been a while since we had a true seasonal change here in Portugal. I miss those days of my childhood when I could appreciate the gold and orangey leaves falling from the trees, the smell of roasted chestnuts on the streets, framed in the right scenery and the inviting weather for intimate walks or just a break for tea in a cosy environment.

I suppose that autumn is one of the most inspiring seasons. There`s something about the light and the colours which makes it irresistible not only for me, but for many artists and writers over the centuries. There´s  some kind of “final breath” from all of nature`s activities 
before winter, which makes it so peaceful and quietly full of life.

The Harvesters, 1565

Pieter Bruegel the Elder (Netherlandish, active by 1551, died 1569). Oil on wood

Haystacks: Autumn, ca. 1874.
 Jean-François Millet (French, 1814–1875). Oil on canvas



Autumn Rhythm (Number 30), 1950

Jackson Pollock. Enamel on canvas



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O Outono está finalmente a chegar… há muito tempo que não temos uma verdadeira mudança de estação aqui em Portugal. Tenho saudades dos tempos da minha infância quando ainda era possível apreciar os tons dourados e alaranjados das folhas que caíam das árvores, o cheiro das castanhas assadas nas ruas, enquadradas num cenário perfeito (e não nos 29º graus que vamos tendo) e o tempo convidativo a passeios intimistas ou apenas uma pausa para chá num ambiente acolhedor.

Suponho que o Outono é, de facto, uma das estações mais inspiradoras. Há qualquer coisa na sua luz e nas suas cores que o tornam irresistível não apenas para mim, mas tantos artistas e escritores ao longo dos tempos. Há uma espécie de “respiração final” em todas as actividades da natureza antes da chegada do Inverno que torna o Outono tão pacífico e silenciosamente cheio de vida.



Friday, 21 September 2012

Turkish food part II: sweets and pastries

Turkish delight or Lokum. This famous sweet was created in the XVIII century.  It became a major delicacy in Britain and throughout Continental Europe for high class society. During this time, it became a practice among upper class socialites to exchange pieces of Turkish delight wrapped in silk handkerchiefs as presents.

When I think about  Turkish desserts, I automatically think about: sugar!

Turkish cuisine has a range of savoury and sweet pastries, and dough-based specialties form an integral part this tradition. The most common ingredients you can find in these delicacies are native products such as as pistachios, walnuts, hazelnuts, figs and honey.

Although very very syrupy, the classic Baklava was one of my favourites. Nowadays you can even find the variation of chocolate Baklava, for cacao lovers.
Some of my favourite places to have a snack and to buy some “edible souvenirs” was Hafiz Mustafa and Saíd. The first one, is an old pastry shop in Istanbul dating from 1864. A charming place (not very far from the Sikerci train station), with the most amazing rice pudding with figs!

Considering that the eyes can “eat” as well, here are some photos of these ephemeral (and did I mentioned sweet??) jewels!



Hafiz Mustafa
Pastries at Saíd
Little take-away box. The Baklavas are on the right.

Discovering
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Quando penso em doces e sobremesas turcas, penso automaticamente em: açúcar!

A cozinha turca apresenta uma variedade de sobremesas doces e também amargas, sendo muitas das especialidades tradicionais feitas em massa (como a massa filo ou a folhada).
Os ingredientes mais comumente encontrados nestas iguarias são os produtos autóctones como os pistácios, as nozes, as avelãs, os figos e o mel.

Embora bastante “pegajosa”, a clássica Baklava é um dos meus doces turcos preferidos. Hoje em dia até já é possível encontrar a variante “Baklava de chocolate” para os amantes de cacau.
Alguns dos sítios que se tornaram os meus preferidos para um “snack” ou para comprar “souvenirs comestíveis” foram a Hafiz Mustafa  e a Saíd. A primeira é uma pastelaria muito muito antiga em Istambul, inaugurada em 1864; um local convidativo (não muito longe da estação de Sikerci) e com um arroz doce de figo fantástico!

Uma vez que os olhos também “comem”, deixo-vos algumas fotos destas pequenas jóias efémeras (e terei dito “açucaradas”?).

Thursday, 20 September 2012

The inevitable: Turkish food, part I


Doyuran Manisa Kebap, Ízmir 
I couldn´t move on from the topic of Turkey without talking about Turkish cuisine. I love Turkish food in general. However, considering the massive size of this country, it´s possible to witness some variations of ingredients and spices from region to region. Summing up, we can say that contemporary Turkish cuisine was born from the fusion of the Ottoman tradition with that of the Middle East and the Balkans.

As you know, I travelled mainly in the area of Istanbul and the Aegean region which allowed me to rediscover, and in some cases taste for the first time, many  fresh and authentic Turkish dishes. In these regions, the cooking tradition is a direct descendent from the Ottoman court cuisine. The spices are much milder and delicate and they tend to prefer rice (pilaf) over bulgur
This cuisine is very rich in fresh vegetables – aubergine, green peppers, tomatoes (best in the world), chilli, onions, lentils – herbs (spices and more spices) and naturally fresh fish and seafood, especially in the summer time.
One of the core ingredients of Turkish food is olive oil, given the abudance of olive trees in western Turkey. In this area we can feel the vibrant influences of Mediterranean culture and products (most of them very similiar to the food of my own country) with that special twist that makes this cuisine so unique to our palate. You can expect in general very healthy food, cooked with care and fresh ingredients. Turks are and must be, very proud of their gastronomic legacy.
Baking Turkish traditional bread. Istanbul
During my trip I came across amazing restaurants and home made food.
I have to admit, that when it comes to food, I´m very sensitive and fussy. Many times in the past I got food poisoning, so I always try to be careful with the places I choose to eat. In this way, I think that the best tip when it comes to eating in Turkey (and everywhere else in the world I´m sure) is: go to busy restaurants, preferebly attended by locals and where the food is always being served. This is pretty much common sense, but it is, in fact, an important matter not to ruin your holidays.
Apart from this, just embrace this amazing cuisine and be adventurous! Enjoy the mezes (from the Persian “maze” – taste), the kebaps, the dolmas and the fantastic casseroles.
And hopefully you won´t get the spiciest chilli in the bowl as I did!

Amongst the restaurants I`ve been in I have to highlight those I considered exceptional in their food and service:
1- New Hatay Restaurant, Istanbul. Great food at great value. It´s is in fact number 1 on Tripadvisor and the staff are absolutely crazy. I couldn´t stop laughing all the time! Great place to try the stew in the Ottoman clay pot. Once you order it, a party is guarantied!

2- Doyuran Manisa Kebap, Ízmir (close to the bazaar). If you want the real thing, you will get it here for sure. They serve one dish only, but they make sure it´s the best dish in all Ízmir. If you want to do it in the traditional way eat it with Ayran

3- Mehmet & Alibaba Kebap house, Selçuk. It´s unbelievable the value for the food you get! Genuine and honest food. I personally recommend the fresh stuffed vine leaves. It is my favourite dolma.

4-Dort Mevsin Hotel restaurant, Pamukkale. It´s in fact the restaurant of the B&B, but that chicken& vegetables casserole is to die for! Home made food from the heart of a great family. If you go to Pamukkale this is the place to stay.

Stuffed vine leaves, Selçuk. Photo by Stuart Morle

Feast at Mehmet &Alibaba Restaurant, Selçuk
Ottoman stew in a clay pot
 Chicken & vegetables casserole, Dort Mevsin
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Não poderia passar à frente do tópico da minha viagem à Turquia sem falar da cozinha turca.

Eu adoro comida turca no geral, contudo, considerando o tamanho deste país, podemos testemunhar algumas variações de ingredientes e especiarias de região para região. Em suma, podemos dizer que a cozinha turca contemporânea nasceu da fusão entre as tradições otomana, da Ásia central e da zona das Balcãs.

Como sabem, viajei essencialmente por Istanbul e pela região do Egeu, o que me permitiu redescobrir e experimentar, em alguns casos pela primeira vez, diversos pratos autênticos.

Nesta região, a tradição culinária é descendente directa da cozinha da corte otomana. O uso de especiarias é muito mais suave e delicado e o arroz (pilaf) é preferido em detrimento do truiguilho.

É cozinha bastante rica em vegetais frescos – beringela, pimento verde, tomates (os melhores do mundo), malaguetas, cebola, lentilhas – diversas ervas aromáticas e, naturalmente, peixe e marisco fresco, especialmente no Verão.

Um dos elementos principais da cozinha turca é o azeite, dada a abundância de oliveiras nas regiões ocidentais da Turquia. Aqui podemos sentir a influência vibrante da cultura mediterrânea e dos seus produtos (muito semelhantes à nossavprópria gastronomia), com aquele “twist” especial que torna a comida turca tão única para o nosso palato.
 No geral, pode esperar uma dieta bastante saudável, preparada com cuidado, atenção e ingredientes frescos. O povo turco tem muito orgulho (e merece ter) no seu legado gastronómico.
Durante a minha viagem conheci e experimentei restaurantes (e cozinha caseira) fantásticos.
Devo admitir que, no que toca a comida, sou bastante sensível e exigente. Muitas vezes no passado sofri com intoxicações alimentares, portanto sou sempre muito cuidadosa na escolha dos locais para tomar as minhas refeições. Assim, creio que o melhor conselho que posso dar quanto a alimentação na Turquia (e creio que em qualquer parte do mundo) é: ir a restaurantes muito frequentados, de preferência por locais, onde a comida está sempre a ser servida. No fundo, isto é uma questão de senso comum, porém é um aspecto importante para não arruinar as férias.

Fora isso, seja aventureiro e abrace esta gastronomia fantástica. Aprecie os mezes (do Persa “maze” – provar), as kebaps, as dolmas e as caçarolas e, esperançosamente, não será surpreendido com a malagueta mais picante de sempre (num prato de malaguetas doces) como eu fui!
Entre os restaurantes que visitei sublinho os que considerei excepcionais quanto aos pratos e ao serviço:
1- New Hatay Restaurant, Istambul. Pratos óptimos a óptimos preços. É, em facto, o número 1 no Tripadvisor e o staff é absolutamente louco. Eu não consegui parar de rir o tempo todo. É um restaurante excelente para experimentar o guisado otomano no pote de barro. Uma vez pedido, a festa é garantida!

2-Doyuran Manisa Kebap, Ízmir (perto do bazaar). Se procura autenticidade, aqui encontrará com certeza. Neste restaurante servem apenas um único prato, mas fazem-no para que seja o melhor prato servido em Ízmir. Se quiser experimentá-lo na forma mais tradicional possível, acompanhe com Ayran

3-Mehmet & Alibaba Kebap house , Selçuk. É inacreditável a qualidade da comida para o preço final. É tão genuína e honesta! Recomendo as folhas de videira frescas recheadas. Foram as melhoresque experimentei e esta é a minha dolma favorita.

4-Dort Mevsin, Pamukkale. É na realidade o restaurante do B&B, mas aquela caçarola de galinha e vegetais é qualquer coisa de outro mundo! Cozinha caseira vinda do fundo do coração de uma grande família! Se algum dia forem a Pamukkale este é o sítio para ficar!

Monday, 17 September 2012

Istanbul, Istanbul

View of Hagia Sophia from the Golden Horn
Istanbul was the first stop on my journey. I was very curious about this place, famous for its mystique, so many times described and revisited in the novels by the Nobel prize winner (and an Istanbulean himself) Orhan Pamuk
It is really an endless city. It´s the largest in Europe and one of the biggest in the world with 13,5 million inhabitants. However, its cultural and historical heart is mostly concentrated in the European side.

Founded around 660 BC as Byzantium, the city developed as one of the most significant cities in history. For nearly sixteen centuries following its reestablishment as Constantinople in 330 AD, it served as the capital of four empires: the Roman, the Byzantine, the Latin and the Ottoman Empire. Therefore, its historical and artistic legacy is of extreme abbundance and beauty.
This post could take forever, given that Istanbul has so much to say and to explain, so here are my top 10 things to see and do:

1- As an art historian I like to take my time to observe and photograph historical and artistic sites, so if you are as excited as I am about these subjects, get up early and spend a morning visiting Hagia Sophia (and enjoy the amazing Byzantine mosaics) and then go to the Blue mosque, two minutes` walk away.

2- You can´t miss the Topkapi palace and treasures. Although you will have to pay 15tl more (on top of the 25tl of the entrance ticket), don´t forget to visit the Harem.

3- The Archeological Museum is another must see. Inside the walls of the Topkapi, this museum present us a varied collection which goes from the Hittite legacy, Egyptian, Sumerian, Greek, Roman, Byzantine to the Ottoman. One of the most amazing things you can find here are the superb pieces of the Ishtar Gate from Babylon.

4- You cannot leave Istanbul without exploring the maze-like streets of the Grand Bazaar. Although things there can be a bit pricey, you can find great deals when it comes to specialized items such as leather goods, jewellery, stones and antiques,etc… After this you can head to the Spice Bazaar, in Fatih district, and get your souvenirs, spices and teas. Definitely, one of the most pictoresques and lovely places in the city.

5- A Bosphorus cruise is imperative. There are many companies operating near the Galata bridge, for different budgets and time. Have a mackerel sandwich while you wait for your trip!

6- Take a walk (or the tram) to the other side of the Galata bridge. You will find a slightly different Istanbul, much more European and alternative, I would say. You can find several design and vintage shops in the area of the Galata tower.

7- Take a morning to visiting Eyup Sultan Mosque. This district is a historically important area, especially for Turkey's Muslims and a very special place of devotion, so probably it will be more crowded on Fridays and Sundays.

8- If you find the time and if you are in the mood for a calmer day, get one of the ferries which cross the Bosphorus straight to the Asian side and visit the Princes`islands. It´s a very relaxed place, where you can rent a bike or simply go for a horse carriage ride to the tops of the island.

9- For all the history and art lovers, the church of St. Saviour in Chora is of crucial importance. This is one of the oldest churches in Istanbul with some of the finest Byzantine frescos and mosaics.

10- If you are a literature and film afficinado, I am sure you will enjoy visiting the Orient Express old station. On your way to the station have a break and a sweet at Hafiz Mustafa – one of the oldest patisserie shops in the city.

I stayed in the surprisingly pleasant Art City Hotel. Only 10 minutes`walk from the Hippodrome and the Blue Mosque. Great value and so confortable! A little hidden pearl of Istanbul for those who look for centrality, comfort, and good prices. The staff were incredibly nice and helpful! Highly recommendable!

For me, Istanbul represents the perfect symbiosis of East and West, and a place which I hope I can come back to rediscover its charms time after time.
For more info about Istanbul, feel free to write. It´s always great to hear your feedback and experiences.

Íznik tiles detail, Topkapi Palace
Ishtar Gate detail, Archeological Museum

My carriage ride at Princes`islands
The angel closing the world. Fresco at St. Saviour in Chora
Spice Bazaar
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Istambul foi a primeira paragem. Sentia uma grande curiosidade por este sítio, famoso pela sua mística e tantas vezes descrito e revisitados nos romances do Nobel da literatura (também ele nascido em Istambul) Orhan Pamuk.
É verdadeiramente uma cidade sem fim. A maior da Europa e uma das maiores do mundo, com cerca de 13,5 milhões de habitantes. Contudo o centro cultural e histórico da cidade situa-se, essencialmente, no lado europeu.
Fundada, c. 660 a.c como Bizâncio, a cidade tornou-se uma das mais importantes da História. Durante cerca de dezasseis séculos, sendo reestabelecida como Constantinopla em 330 d.c, foi capital de quatro impérios: o romano, bizantino, latino e otomano, sendo o seu legado histórico-artístico de uma extrema beleza e abundância.
Este post poderia demorar uma eternidade a ser escrito, dado que há tanto para dizer e explicar. Desta forma ficam aqui as 10 coisas que recomendo ver e fazer nesta cidade:

1- Sendo Historiadora da Arte, gosto de tomar o meu tempo para observar e fotografar monumentos. Se estes assuntos são igualmente apelativos, eu sugiro acordar cedo e dedicar a manhã a visitar a Santa Sofia (e desfrutar dos maravilhosos mosaicos bizantinhos) e de seguida partir para a Mesquita Azul, apenas a dois minutos do primeiro local.

2- Não pode perder o museu e os tesouros do Topkapi. Apesar de se pagar 15tl extra (sobre as 25tl do ingresso no palácio) vale a pena visitar o Harem.

3- O museu de Arqueologia é outro must see. Ainda dentro das muralhas do Topkapi, este apresenta-nos uma colecção variadíssima, desde o legado hitita, ao egípcio, passando pelo sumério, grego, romano, bizantino e otomano. Um dos elementos mais extraordinários que podemos encontrar são, precisamente, as  Porta de Ishtar da antiga Babilónia.

4- Não pode deixar Istambul sem explorar as ruas labirínticas do Grand Bazaar. Apesar dos preços estarem um pouco “inflacionados”, podem ser feitas grandes compras em itens mais especializados, como peças em pele, joalharia e pedraria, antiguidades, etc… De seguida um passeio até ao Bazaar das Especiarias, no distrito de Fatih, para comprar alguns souvenirs, especiarias e chás. Definitivamente é um dos sítios mais pitorescos da cidade.

5- Um cruzeiro no Bósforo é mandatório. Existem diversas companhias e agências a operar junto à ponte Galata, com diferentes preços e horários. Na espera, nada melhor que petiscar uma típica sandwich de cavala grelhada.

6- A pé ou de eléctrico, vá até à outra margem da ponte Galata. Aí pode encontrar uma Istambul ligeiramente diferente, mais europeia e alternativa, eu diria. Pode encontrar diversas lojas de design e vintage na área da torre Galata.

7- Aproveite uma manhã para visitar a Mesquita de Eyup. Esta é uma área historicamente muito importante e especial para os turcos de origem muçulmana. É um local especial de devoção, pelo que às sextas-feiras e Domingos poderá estar um pouco mais confusa, dado o número de fiéis e visitantes.

8- Se tiver tempo e se encontrar  num estado de espírito mais calmo, apanhe um dos ferries que atravessa o Bósforo para o lado asiático e continue até às ilhas dos Príncipes. É um local bastante relaxante, onde se pode alugar uma bicicleta ou simplesmente alugar uma charrete visitar os pontos mais altos da ilha.

9- Para todos os amantes da História da Arte, a igreja de Chora é crucial. Este é um dos edifícios de culto mais antigos de Istambul e exibe alguns dos melhores frescos e mosaicos bizantinos.

10- Se for um amante da literatura e cinema, certamente achará curiosa uma visita à antiga gare do Expresso do Oriente. A caminho faça uma pausa e experimente os doces da Hafiz Mustafa - uma das mais pastelarias mais antigas da cidade.

Fiquei hospedada no surpreendentemente agradável Art City Hotel. Situa-se apenas a 10 minutos (a pé) do Hipódromo e da Mesquita Azul. Bastante confortável e a preços muito convidativos; uma pequena pérola escondida nas ruas de Istambul para quem procura centralidade, conforto e um budget simpático. O staff do hotel é muito prestável e generoso. Recomendo vivamente!

Para mim, Istambul representa a perfeita simbiose entre o Oriente e o Ocidente e é uma cidade à qual espero sempre voltar para redescobrir os seus encantos.
Para mais informações sobre Istambul sinta-se à vontade e escreva-me. É sempre óptimo ouvir algum feedback e outras experiências.

Sunday, 16 September 2012

336 hours:Turkey

Blue mosque, Istanbul

Turkey… I would need as many words as the number of the Turkish roads to define this rich and vast country, so full of generous people, great food and the most amazing cultural heritage.

After these amazing two weeks spent (mainly) in Istanbul and in the Aegean coast, the feeling which prevails is the desire to come back!
It´s definitely a very rich and varied holiday destination. When I travel I always try to combine the best of both worlds for me: cultural and historical sites with some seaside or countryside dwelling. This summer, I successfully achieved as much. From the majestic mosques, palaces and museums in Istanbul, the Aegean beaches of Çesme (so close to the Greek islands), the glorious remains of Ephesus, to the “cotton palaces” of Pamukkale, these days out couldn´t have been more complete and fulfilling .

Soon, I will give you more details and useful tips about travelling in Asia Minor.


Spice bazaar, Istanbul

View from the Galata bridge, Istanbul
Aegean coast, Çesme, Ízmir

Pamukkale
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Turquia… Precisaria de tantas palavras como o número das estradas turcas para definir este país tão rico e tão vasto, recheado de pessoas generosas, comida maravilha e da mais extraordinária herança cultural.

Depois destas duas semanas fantásticas, passadas essencialmente em Istambul e na costa do Egeu, o sentimento que prevalece é o de querer voltar!
Definitivamente, este é um destino de férias bastante rico e variado. Quando viajo gosto sempre de tentar combinar o melhor de dois mundos (para mim): locais de relevância cultural e histórica e alguma deambulação pelo mar e pelo campo. Este Verão concretizei estes objectivos com sucesso! Das mesquitas, palácios e museus majestosos de Istambul, às praias de Çesme (tão próximas das ilhas gregas), das gloriosas ruínas de Éfeso, aos “palácios de algodão” de Pamukkale, estes dias não poderiam ter sido mais completos e enriquecedores.

Em breve, dar-vos-ei mais detalhes e informações uteis sobre como viajar na Ásia Menor.